Asclepio, Vol 71, No 2 (2019)

Expedições Científicas e Colecionismo: dois exemplos no Brasil-Século XX


https://doi.org/10.3989/asclepio.2019.13

Heloisa Maria Bertol Domingues
Museo de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTIC), Brasil
orcid http://orcid.org/0000-0001-5489-8299

Magali Romero Sá
Fundaçâo Casa de Oswaldo Cruz (COC-Fiocruz), España
orcid http://orcid.org/0000-0002-5830-2525

Resumen


[pt] Este trabalho analisará o significado das coleções reunidas em duas séries de expedições científicas realizadas no Brasil, desde o início até meados do século XX. Em primeiro lugar, trata-se de analisar as coleções reunidas durante a chamada Comissão Rondon, na verdade, várias expedições, realizadas entre 1907 e 1915, no início do período republicano no Brasil, período fortemente marcado pelo pensamento positivista. Tinha o objetivo de demarcar estações telegráficas, criando intercomunicação entre os diversos Estados do País e destes com a capital federal e ou o mundo. Em segundo lugar serão consideradas as expedições lideradas pelo antropólogo Luiz de Castro Faria, durante as décadas de 1940 e 1950, no litoral do país, desde o Rio Grande do Sul, até a Bahia. Nesta série, será considerada ainda a conhecida expedição à Serra do Norte, no Mato Grosso, em 1938, cujo chefe foi Claude Lévi-Straus e da qual Castro Faria participou como representante do Museu Nacional e do Conselho de Fiscalização das Expedições Artísticas e Científicas. As coleções reunidas em ambas as séries de expedições destinaram-se ao Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Palabras clave


Coleções científicas; Comissão Rondon; Mato Grosso; Castro Faria; Antropologia

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