Asclepio, Vol 69, No 2 (2017)

El Hospicio Nacional de Alienados en la prensa de Río de Janeiro (1903-1911)


https://doi.org/10.3989/asclepio.2017.13

Ana Teresa A. Venancio
Fundación Oswaldo Cruz, Brasil
orcid http://orcid.org/0000-0001-7827-9927

José Roberto Saiol
Fundación Oswaldo Cruz, Brasil
orcid http://orcid.org/0000-0002-2361-9282

Resumen


Este trabajo analiza la forma en que la prensa de la capital republicana difundió informaciones durante la primera década del siglo XX, contribuyendo a la formación de opiniones acerca del Hospicio Nacional de Alienados (HNA), primera institución psiquiátrica brasileña que abrió sus puertas en la ciudad de Río de Janeiro en 1852. Para esta investigación hemos analizado las noticias sobre el Hospicio en dos diarios: O Paiz y Correio da Manhã. Hemos seguido en ella tanto la historiografía brasileña más reciente, como la referente a la historia de la psiquiatría en Iberoamérica, con objeto de relativizar la relevancia otorgada a la psiquiatría y al manicomio en su función de control social, así como de apuntar su carácter híbrido y polifacético en las noticias que se publicaron en la prensa de la capital federal. En los dos periódicos, el conjunto variado de menciones sobre el HNA pone en juego tres puntos de vista: los dos primeros se centran en la descripción y el retrato de la vida institucional, llevado a cabo por prensa, en sus diferentes aspectos (administrativo, asistencial, científico); mientras que el tercero analiza aquellas situaciones en que el Hospicio se contempla como una solución para acontecimientos que perturbaban la vida de la ciudad.

Palabras clave


Hospicio Nacional de Alienados; Manicomio; Psiquiatría; Historia; Brasil

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